Seja bem vindo ao site pessoal do feiticeiro-kimbanda Fernando de Ligório para estudo de Filosofia Oculta e a prática da Ars Nigra (Arte Negra), a Feitiçaria Tradicional Brasileira. Através deste portal virtual - que ainda está em construção -  você poderá ter acesso ao trabalho de Fernando de Ligório através de artigos, ensaios, estudos e vídeo-aulas exclusivas.

EXPLORANDO

o Site Filosofia Oculta

Palavras Iniciais:

Este site explora arcanos ocultos de iniciação nas matérias tradicionais do Ocultismo Ocidental e Oriental, com ênfase na tradição de Quimbanda, a feitiçaria tradicional brasileira de mão esquerda. A Quimbanda é um exercício de espiritualidade pé no chão, baseada no contato com espíritos ancestrais tutelares. Grande atenção é dada em três pontos fundamentais para que essa espiritualidade pé no chão comece a se desenvolver efetivamente: 1. desenvolvimento de um estilo de vida daimônico; isso requer 2. desenvolvimento da mediunidade (ou capacidades paranormais como incorporação, visão astral etc.) e; 3. manipulação de energia ou a arte dos feitiços, mirongas e mandingas.

O Culto de Exu no Brasil, a Quimbanda, trata-se de uma genuína feitiçaria tradicional brasileira de mão esquerda, desenvolvida desde o período colonial dentro de um intricado sincretismo entre as culturas kimbundo-banto (Ngangas e Tatás) e de nàgô-yorubá (Eṣu Òrìṣà/Imalé) da África, a cultura tupí-guaraní (pajés e encantados) e a feitiçaria ibérica (tradição cipriânico-faustina e demonologia popular). A essa miscigenação mágico-cultural, em tempos modernos a esse caldeirão foram agregadas as tradições satanista e luciferiana.

Este caldeirão mágico de sincretismo cultural e religioso fervilhou desde o período colonial até o fim do Séc. XIX, o primeiro momento do Culto de Exu no Brasil, quando eclodiram os primeiros grupos urbanos de Macumba. Este termo, macumba, vem de ma-kiumba que significa espíritos da noite e designa entidades convocadas na escuridão noturna, almas deificadas (ancestrais/égún) de antigos sacerdotes, magos, xamãs e curandeiros alquimistas do culto. É deste movimento urbano da Macumba que nasceram as primeiras codificações urbanas de Quimbanda em busca de identidade própria e independência.

Exus e Pombagiras de Quimbanda são, portanto, ancestrais espirituais de um sistema brasileiro de feitiçaria que converge os Ngangas e Tatás kimbundo-banto e o Eṣu Òrìṣà nàgô-yorubá. A Gnose do Culto de Exu no Brasil, portanto, depende dessa convergência sincrética entre essas duas culturas mágico-espirituais e a influência do xamanismo ameríndio e feitiçaria ibérica.

Cada um de nós nascidos no Brasil carregamos, portanto, essa ancestralidade espiritual. Isso significa que desde o nascimento temos conosco um casal de Exu e Pombagira, às vezes até mais. Tratam-se de Mestres Espirituais que nos acompanham e nos auxiliam na jornada da encarnação, nos orientando e zelando pela nossa alma. A feitiçaria tradicional brasileira é uma arte que desperta o homem para seus guias, os Exus e Pombagiras. Cultuá-los, render-lhes adoração através de oferendas e sacrifícios, cria alianças e pactos com eles. Em acordo as tradições de Cabala Crioula, o melhor meio de comunicação com os ancestrais é o sacrifício propiciatório. Imolar um animal cerimonialmente em honra aos Poderosos Mortos trata-se de uma ação teúrgica-sacerdotal que estreita a comunicação com eles. Desde tempos imemoriais, o sacrifício propiciatório tem sido uma ferramenta teúrgica para comunicação com o mundo espiritual.

Na teurgia de inúmeras culturas da Antiguidade clássica e tardia, a ciência do corte era o eixo do culto porque é do sacrifício propiciatório que todos os outros fenômenos teúrgicos rituais ocorrem: divinação através de oráculos, divinação por incorporação mediúnica, purificação, ascensão da alma, consagrações, imantações etc. O corte é o elemento fundamental que dá a ignição no processo teúrgico. Na feitiçaria tradicional brasileira não é diferente: a ciência do corte é o eixo da cerimônia mágica de Quimbanda. Dessa maneira, a prática da feitiçaria tradicional brasileira está em direta harmonia e conexão com a prática da teurgia (e goécia) como compreendida na Antiguidade clássica e tardia. Nas religiões pré-cristãs da Antiguidade o sacrifício de um animal consagrado e santificado para a teurgia tratava-se de um ofício sagrado. O sangue carrega a essência da vida que alimentava as deidades. Por meio do sangue sacrifical se estreitam os laços entre os homens e os deuses, entre as almas encarnadas e seus ancestrais; buscava-se através do sangue por proteção espiritual e cura das mazelas do corpo e da mente; o sangue do sacrifício era uma oferenda que glorificava as deidades, seus poderes, e através dele era esperado receber as virtudes e bênçãos dos deuses e ancestrais. Como o sangue está estreitamente conectado a fertilidade e continuidade da vida, o sacrifício era o ato teúrgico de se doar a vida para receber dos deuses a própria vida na forma de renovação espiritual em nossa jornada encarnados na matéria. Além disso, acreditava-se que o sacrifício libertava a alma do animal de seu cativeiro no reino da geração, o que garantia a continuação de sua existência no pós morte: todo animal sacrificado torna-se um espírito de alma deificada. Isso tem implicações profundas e um grande impacto na carreira magística/teúrgica, pois que estes espíritos podem auxiliar o mago em sua jornada. Este arcano iniciático do passado está presente, por exemplo, nos Papiros Mágicos Gregos. Na feitiçaria dos papiros um falcão é deificado através de um sacrifício teúrgico, responsável por torná-lo um paredros, um espírito assistente.

A ciência do corte ou sacrifício magístico-sacerdotal de deificação animal é a ferramenta fundamental de trabalho mágico da feitiçaria tradicional brasileira. Trata-se de uma ciência porque por meio dela o feiticeiro-kimbanda purifica e deífica sua alma. O corte não apenas alimenta as entidades, mas também produz uma poderosa alquimia na alma do feiticeiro. O primeiro sacrifício realizado pelo feiticeiro é fundamental para iniciar este processo alquímico na alma, assim como aproximá-lo definitivamente de seu Exu Tutelar que o acompanhará em sua jornada espiritual. Isso está em direta sincronia com a teurgia universal de todos os tempos e culturas do passado.

Em meu trabalho procuro construir uma ponte entre a feitiçaria tradicional brasileira, o Culto de Exu (Quimbanda) e a feitiçaria e Cultos de Mistérios da Antiguidade, demonstrando como a teurgia e goécia universais caminham de mãos dadas pelas veredas que Exu trilha.  Minhas conclusões sobre a tradição são fruto de uma imersão espiritual de trinta anos de jornada em culturas magísticas diversas. O que me proponho é uma tarefa difícil: demonstrar que a Quimbanda é uma genuína tradição brasileira de feitiçaria, mistérios e iniciação de mão esquerda. Para isso eu construo uma ponte entre a feitiçaria da Quimbanda e seu sistema de iniciação com a goécia (feitiçaria) e teurgia da Antiguidade. A Quimbanda inclui ou herda a essência pura da goécia e teurgia presentes na Antiguidade clássica e tardia. As técnicas de feitiçaria e teurgia são universais, mudando pouca coisa de cultura para cultura. O corte e a oferenda que um feiticeiro-kimbanda faz as deidades da tradição, os Exus e Pombagiras, o teurgo e sacerdote dos deuses também fazia na Antiguidade. Procedimentos semelhantes, objetivos idênticos: celebrar a potencia dos espíritos e clamar por sua intervenção entre nós, purificando e sutilizando a alma, e auxiliando nas demandas da vida secular. O corte ou sacrifício animal era o eixo da teurgia na Antiguidade e permaneceu o mesmo eixo da teurgia que existe dentro da Quimbanda. Essa abordagem pode ser impactante aos tradicionalistas; no entanto, sob um olhar mais profundo, sob uma atenção mais cuidadosa, a Quimbanda encerra todos os arcanos e mistérios da goécia e teurgia universais.

Abas

Na abas Vlog e Novos Vlogs há pelo menos cinquenta vídeos sobre os mais variados temas na tradição de Quimbanda. Esse projeto dos vlogs está suspenso por determinações espirituais, bem como àqueles da aba VídeosA aba Tantra, Yoga & Āyurveda traz artigos, ensaios e estudos sobre inúmeros temas nessas áreas da Tradição Esotérica Oriental. Estes textos estão sendo revisados e disponibilizados em PDF para download. Na aba Articles estão sendo disponibilizados estudos do Site Filosofia Oculta em inglês, principalmente aqueles relacionados a Feitiçaria Ars Nigra (feitiçaria tradicional brasileira), a tradição de Quimbanda. Na aba Artigos serão disponibilizados os mesmos textos em português para download. Nas abas Reflexões e Novas reflexões, textos curtos e opúsculos de meditação sobre a tradição de Quimbanda.

TRABALHOS

Espirituais de Quimbanda

A Quimbanda é uma arte de feitiçaria brasileira fundamentada sobre o culto de ancestrais espirituais, antigos xamãs, bruxos, magos, feiticeiros e alquimistas, poderosos mortos deificados conhecidos como Exus e Pombagiras. Para solicitar o serviço de um feiticeiro-kimbanda você deve agendar com ele uma consulta espiritual.

 

WhatsApp: 24 9 9264 7825

CONSULTAS

Espirituais

CAURÍS DOS EXUS

Consulta

O jogo de búzios na Quimbanda, os Caurís dos Exus, é um oráculo desenvolvido para comunicação com Exu e Pombagira a partir das influências da cultura yorùbá. Sua origem é afro-brasileira e sua estrutura abrange os Sete Reinos da Quimbanda e os 49 Povos de Exus e Pombagiras. Este oráculo foi criado e desenvolvido para Quimbanda e observa a cabalá hermética do septenário, utilizando apenas 7 búzios ou múltiplos de 7.

O oráculo é uma poderosa ferramenta de apoteose teúrgica na Quimbanda. A feitiçaria tradicional brasileira possui inúmeras ferramentas (tecnologias) para deificação da alma, a mais poderosa delas sendo o conhecimento e a conversação com os Poderosos Mortos. Uma vez que o oráculo de Quimbanda, os Caurís dos Exus, trata-se de um instrumento de comunicação com os Poderosos Mortos através do processo de «divinação», é um meio eficiente de trabalhar a alquimia necromântica do Culto de Exu na alma, o processo de deificação. Na divinação com os Caurís dos Exus o feiticeiro-kimbanda satura sua alma com a Luz Negra emanada dos Exus e Pombagiras e que invade seus cruzeiros internos, enriquecendo-os com as virtudes deles e dos Sete Reinos. A deificação da alma é um processo de saturação alquímica que leva a sua apoteose, quando ela se torna um grande Cruzeiro de Luz Negra.

Os consulentes que procuram o feiticeiro-kimbanda Fernando de Ligório geralmente são pessoas que se encontram em uma encruzilhada na vida, que lutam com uma escolha difícil, que buscam esclarecimentos e insights sobre uma situação, que exigem confirmação de informações espirituais, que cultivam o autoconhecimento e pessoas que procuram a divinação por centenas de outras razões profundamente pessoais. Muitos de seus consulentes também são pessoas que usam a divinação para benefício criativo e profissional: ritualistas tentando estruturar e desenvolver suas práticas mágicas; gerentes que refinam suas habilidades de liderança e formação de equipes; psiconautas que desejam explorar e integrar experiências psicodélicas com plantas de poder.

A abordagem de Fernando de Ligório de divinação oracular enfatiza e oferece  aconselhamentos e soluções práticas, além de revelar, enquadrar e explorar padrões mais profundos que podem não ser óbvios. A identificação de padrões cria oportunidades para refinar estruturas úteis na vida de alguém e para adaptar e quebrar ciclos de comportamento e hábitos nocivos. Utiliza-se uma variedade de imagens e conceitos inter-relacionados para recomendar ações que podem ser tomadas para aproveitar essas oportunidades de autoconhecimento, capacitação e realizar mais plenamente as paixões e os objetivos.

Os Caurís dos Exus é um oráculo que abrange todos os caminhos e encruzilhadas de poder da árvore da vida, micro ou macrocósmica. Exu percorre todos os sendeiros da árvore da vida, adentra a cada um de seus palácios, disso ele tem dado prova na Quimbanda, na Umbanda, na Jurema Sagrada, no Santo Daime, no xamanismo urbano e tribal ameríndio  e no Candomblé. Exu vai onde quer; Exu não é patrimônio de ninguém. Exu é Caminho, é Vida e é Liberdade! Em cada um desses caminhos e encruzilhadas, Exu e Pombagira apontam saídas, recomeços, estratégias e a tecnologia mágica capaz de lacrar ou deslacrar, construir ou destruir, unir ou separar, curar ou adoecer, fortalecer ou enfraquecer.

INICIAÇÃO

& Treinamento Espiritual

O feiticeiro-kimbanda Fernando de Ligório oferece iniciação e treinamento magístico a iniciantes no Terreiro/Templo Cova de Cipriano Feiticeiro. Esse treinamento é oferecido em acordo as necessidades individuais de cada adepto, podendo ou não frequentar o templo da Ordem Negra de Quimbanda. A iniciação e treinamento é através da feitiçaria tradicional brasileira; a tradição de Quimbanda ou Feitiçaria Ars Nigra, carinhosamente assim nomeada. Sistemas prontos ajudam alguns em fase de desenvolvimento magístico; no entanto eles podem viciar o buscador que fará pouco ou quase nenhum esforço para descobrir e executar sua magia pessoal. Esse é o fundamental objetivo dessa iniciação e treinamento espiritual: fazer de aprendizes feiticeiros que caminham sobre as próprias pernas.

Tradicionalmente, desde os primórdios da magia, quatro são os passos fundamentais de inserção na Arte dos Sábios: 1. o estudante se prepara intelectualmente para chegada do mestre; 2. com a chegada do mestre ele se torna um aprendiz e inicia sua interação com os espíritos; 3. de posse do conhecimento arcano lhe transmitido pelo mestre, o aprendiz se torna um adepto no conhecimento e conversação com espíritos; 4. tendo adquirido proficiência o adepto se torna um mestre, oferece sua ciência a clientes e auxilia outros aprendizes na jornada.

A iniciação e treinamento na feitiçaria tradicional brasileira, a tradição de Quimbanda, conferida pelo Terreiro Cova de Cipriano Feiticeiro (e Ordem Negra de Quimbanda) ocorre em sete dias (período aconselhável para iniciação no Culto de Exu). Na primeira etapa o iniciante passa pelos seguintes procedimentos: 1. ebó de limpeza e proteção; 2. prestação de contas as almas através de sacrifícios propiciatórios aos ancestrais/égún; 3. apresentação aos Sete Reinos de Quimbanda e as Legiões de Exus e Pombagiras; 4. cruzamento de pemba; 5. batismo de armas (mão-de-corte de aves e animais de quatro patas); 6. sacrifício propiciatório ao Exu Tutelar (calçamento das patas do bode ou corte de aves). No curso da iniciação é assentado o Exu Tutelar do iniciante. Após a iniciação o adepto leva seu assentamento pronto, imantado e consagrado, uma quartinha, uma guia na linha do Exu Tutelar, uma guia nas cores do Terreiro Cova de Cipriano Feiticeiro e as armas de trabalho. Após essa iniciação o feiticeiro-kimbanda está pronto para caminhar sobre as próprias pernas, estando completamente independente. Como uma genuína tradição de mão esquerda, a Quimbanda opera por meio de clãs familiares e o contexto de iniciação pode mudar de família para família.

FERNANDO DE LIGÓRIO

Fernando de Ligório é um hermetista praticante, escritor interessado em Teurgia Neoplatônica, Tradição Salomônica e dos Grimórios, Magia na Antiguidade, Cabala Crioula (Quimbanda), Feitiçaria, Bruxaria e Magia Negra (Caminho da Mão esquerda), Filosofia, Yoga, Tantra, Āyurveda e Xamanismo. Fernando de Ligório se interessa em preservar a Tradição Ocidental de Mistérios (ou Tradição Oculta da Magia) através de seus cursos, palestras, assessoria espiritual e consultas.

CONTATO

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srikulacara@gmail.com

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